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POP Viagem: Chapada da Diamantina

Nesta edição do POP Viagem, o destino escolhido foi a Chapada da Diamantina. Confira!

Sair de qualquer lugar do Brasil ou do mundo rumo à Bahia para não ver o mar pode parecer loucura, mas também vai valer muito à pena, se o destino final for a Chapada da Diamantina. Bem no miolo do estado, a Chapada reúne aventureiros do mundo inteiro. Gente que está disposta a visitar paisagens naturais tão lindas que são capazes de transformar a alma do viajante. Alguns passeios exigem muito condicionamento físico, mas em outros a beleza natural está a poucos metros de onde passa uma estrada. Isso sem falar nas duas charmosas cidades que são principal base para quem vai fazer trilhas: Vale do Capão e Lençóis. Na primeira, não chega ônibus. Na segunda, tem um charmoso e pequeno aeroporto.

Capão é uma cidade miudinha, com alguns ótimos restaurantes e, como em todo paraíso remoto, uma porção de estrangeiros empreendedores. Tem em várias esquinas o famoso pastel com palmito de jaca, é uma delícia, lembra um pouco carne de caju suave. Para unir paixão com curiosidade, escolha um talharim caseiro com molho de palmito de jaca, no italiano Mediterrâneo.

Lençóis tem o charme de ter crescido nas duas margens do rio Lençóis. Tem uma badalada vida noturna, várias opções de restaurantes de todos os preços, cervejas artesanais e um sensacional restaurante mexicano, o Burritos y Taquitos Santa Fé. Sim, com burritos e tacos e uma pimenta com rapadura que só a Bahia tem.

3 dias para quem vai

1 – Para chegar à Chapada é preciso começar por Lençóis. Você pode ir de avião ou de Ônibus, saindo de Salvador. Caso vá de ônibus prefira o horário da noite, porque fica mais fresco e você já amanhece na Chapada. Pra quem vai direto pro Capão, compra passagem até Palmeiras. De lá ao Capão é mais perto do que de Lençóis. Vale pegar carona ou juntar uma galera desconhecida mesmo e formar um van ou kombi.

2 – Não se aventure sozinho pelas trilhas. Não é conselho de quem tem pouca coragem. As trilhas são longas e mesmo seguindo os caminhos formados entre a vegetação, há riscos de tomar rumos errados e ficar realmente perdido na mata. Sem nenhuma chance de sinal de celular! O garantido é contratar um guia. A diária dos guias é em torno de R$ 200. Você pode dividir esse valor com até 3pessoas, nos passeios que saem do Capão. A partir de Lençóis a tabela é outra, você contrata o guia ou alguma agência por passeios. O valor por pessoa vai variar de R$ 90 a R$ 300, dependendo da distância, já com as taxas cobradas nos pontos turísticos. Geralmente o almoço é incluído (e vale muito a pena!).

3 – Nem todos os pontos turísticos exige muita caminhada. Alguns dos mais interessantes, o Morro do Pai Inácio, pede fôlego, mas reúne crianças e idosos no alto da Chapada. A vista é a que mais representa a imensidão do parque nacional. E tem uma história romântica entre um escravo e uma sinhazinha justificando o nome que é maravilhosa. Os dois se apaixonaram e ele para fugir da fúria do pai da sinhazinha pulou do alto do morro. Mas ao invés da queda livre, o escravo se apoiou em outra pedra pouco mais abaixo. O final é feliz.

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