O POVO testou o Honda City EXL 2018

Fernando Graziani
fernandograziani@opovo.com.br

Quando você olha para o Honda City modelo 2018, já com linhas mais agressivas nas laterais, frente mais larga, deixando as grades mais grossas e os faróis com iluminação ampliada, não é muito difícil achar que está diante de um modelo da 9ª geração do Honda Civic, o sedã mais famoso da marca japonesa.

Pelo lado bom, é sempre interessante ter uma referência de alto nível, em que pese o Civic já estar na 10ª geração; pelo lado ruim, pode faltar identidade e modernidade.
O POVO testou o modelo EXL durante uma semana rodando em Fortaleza e o conforto do modelo mais caro entre os cinco disponíveis é inquestionável – como também era da versão anterior – começando pelos ajustes dos bancos, que recebem bem motoristas dos diversos portes. O ar condicionado, digital, é acionado por toque na tela, enquanto a central multimídia – com sete polegadas – a mesma usada no Fit – tem a esperada integração com o navegador, mostra agilidade nas respostas, além de ser compatível com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay.
Um outro ponto positivo do City é o espaço interno para os passageiros, tanto na frente, quanto atrás. O porta malas, que para um sedã compacto entrega muito bem seus 536 litros, é excelente para quem costuma viajar ou precisa andar carregado com frequência.
A se lamentar bastante: a ausência dos controles de estabilidade e tração, itens de segurança relevantes que não aparecem nem como opcionais, situação inadequada para um carro que custa mais de R$ 80 mil. Já os airbags laterais estão presentes na versão testada, totalizando seis no modelo.
Em relação ao motor, estamos diante de um equipamento 1.5 i-VTEC Flex para todas as versões do carro – EXL, EX, LX, DX e Personal – que gera 116 cv de potência com etanol e 115 cv em caso de abastecimento com gasolina, ambos a 6.000 giros. Na cidade, é mais do que suficiente. Já o câmbio é o CVT automático, que vai se ajustando de acordo com a aceleração, enquanto no modelo DX o câmbio é manual.
Para terminar, em tempos de gasolina custando absurdos quase R$ 5, durante o período de testes, O POVO registrou consumo de 8,5 km/l na cidade (com gasolina), abaixo dos 12,5 km/l no divulgado pela marca baseado nos ensaios.

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