Como funcionam os Crash Tests? Veja o processo por trás a avaliação

As provas do Latin NCAP, a empresa que realiza os Crash Tests, são feitas pela própria instituição. Não há influência da montadora sobre o resultado das avaliações.

A fabricante pode, no entanto, patrocinar os testes. Isso significa que a marca irá arcar com todos os custos relacionados ao processo. Neste caso, a montadora tem a liberdade de divulgar ou não o resultado do crash test.

Os modelos testados são escolhidos pelo Latin NCAP. O órgão seleciona os carros a partir da participação de mercado de cada veículo e também por sugestões de consumidores que chegam até eles. Caso o teste seja patrocinado por uma montadora, a própria fabricante escolhe o carro a ser avaliado.

Os carros são comprados pelo Latin NCAP em uma concessionária comum. Quando o teste é patrocinado, a montadora apenas paga o valor do automóvel, mas ele também é adquirido diretamente nas lojas. A prática garante que o veículo testado seja exatamente o mesmo que chega ao consumidor.

Os testes são realizados no Adac, um laboratório independente na Alemanha. O transporte do carro pode demorar até quatro meses para ser concluído. Nos casos em que a montadora atua como patrocinadora, esse prazo é reduzido para 15 dias.

Antes do impacto, os fluidos e combustível são retirados do carro. O tanque é abastecido com água. A medida elimina o risco de incêndio e garante que o veículo esteja com o peso indicado pela fabricante para condições normais de rodagem.

Os testes são feitos com quatro bonecos: dois deles simulam adultos do sexo masculino com peso equivalente a 74 kgs. No banco traseiro, são acomodados dois bonecos que representam crianças de 3 anos e 18 meses, ambos acomodados em uma cadeirinha recomendada pela montadora. Os técnicos instalam sensores na cabeça, tórax e pernas dos bonecos. São esses dispositivos que identificarão as regiões, força e momento de impacto e as possíveis escoriações que um ocupante teria durante a colisão. Os bonecos também recebem pontos de tinta fresca. Eles mostram exatamente os pontos de contato entre passageiros e carro.

Com os bonecos já acomodados, é hora da ação.O carro é puxado por um cabo de aço em um trilho de caminho reto. Ele é levado em direção a uma barreira deformável – cujo princípio é simular um segundo veículo – para um impacto frontal. No momento da batida, o veículo está a 64km/h. Para assemelhar ainda mais o crash test de uma situação de rua, apenas 40% da frente do veículo atinge a barreira. É como se o motorista tentasse desviar do obstáculo. Um representante da marca é sempre convidado pelo Latin NCAP para acompanhar a avaliação.

O resultado é dividido separadamente entre segurança para adultos e para crianças. Vão bem os modelos que não apresentam deformidade na estrutura. Aqui, são analisados a integridade do peto, das portas e da borda externa do assoalho. Cresce a pontuação dos carros que não causam lesões em pontos sensíveis como cabeça e tórax. Os dispositivos de segurança, como airbags, também elevam a nota. Para obter pontuação máxima, é preciso ter freios ABS de quatro canais (que permite instalação do controle de estabilidade), sistema Isofix para fixação da cadeirinha infantil e sistema de aviso para uso do cinto de segurança.

Texto original: Revista Auto Esporte

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

9 − 2 =